Escolha o adjetivo que você quiser. É muito diferente. O Barcelona decidiu há mais de 30 anos o que seria hoje.
Uma filosofia de trabalho implantada que valoriza a formação do jogador e principalmente o homem.
Desconfio que nada vai mudar por aqui e não estou me referindo ao Santos que tem uma boa administração sob o comando do Presidente Luis Álvaro.
A lição que o Barcelona nos deu dentro de campo, agora um pouco mais de perto e enfrentando o melhor time do futebol brasileiro pode ser aprendida e compreendida pelos dirigentes, uma aula que está bem distante das quatro linhas.
Lá o jogo é tratado com profissionalismo buscando transformar um jeito de atuar em campo, numa identidade. O resultado pode demorar uma pouco mas ele virá, como veio.
Não dá mais para ficar parado no tempo da maioria dos nossos treinadores que insistem em pensar apenas no resultado. Aquele me engana que eu gosto que se faz diarimente nos treinamentos.
Na prática o que observamos em campo no campeonato brasileiro são duzentos e oitenta marcadores de pouca qualidade com a bola nos pés e tome chutão para frente o tempo todo.
Uma gente que imagina ser mais importante que o clube e os próprios jogadores. Donos de uma empáfia que lhes permite tudo, inclusive desrespeitar o torcedor com chiliques e berros nas entrevistas coletivas.
Atletas que se posicionam e são tratados pelo torcedor e por uma boa parte da imprensa, como celebridades. Caras descomprometidos com a história dos clubes que atuam.
A filosofia tem que ser implantada na base e mantida com um planejamento responsável independentemente do resultado. Antes de jogar bola, é preciso entender o que significa vestir a camisa do Barcelona.
O exemplo está ai para ser seguido. Profissionalismo em todos os setores. É hora de peitar os conselheiros arrogantes e incapazes, caras que sustentam a politicalha barata e rasteira que norteia a maioria dos times grandes do futebol brasileiro.
E para fechar meu comentário me dirijo ao Sr Ricardo Teixeira. O que vimos em campo no Japão é reflexo da sua administração.
Começo minhas férias agora e não vou voltar por aqui tão cedo. Retorno dia 20 de janeiro.
Muito obrigado pela sua crítica e muita paz e saúde para você.
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Massini,
Ver o Barcelona jogar é mais do que assistir a um jogo de futebol. O Barça em campo parece ser puro reflexo da sua organização, da sua estrutura como clube. E esse clube tem dirigentes que pensam o futebol como uma empresa moderna. Não apenas com vendas de ações nas bolsas de valores, chaveiros, camisetas. Digo empresa moderna na forma de tratamento dos seus “funcionários”, integrantes.
Quando ouvi a entrevista concedida pelo Pep Guardiola logo após o jogo, tive a nítida impressão de estar acompanhando o “MUNDO CORPORATIVO” da Rádio CBN, apresentado pelo Sr. Milton Jung. Ou seja, pura consciência empresarial moderna.
Concordo com todos os pontos que vc elencou, e esses deveriam ser amplamente debatidos pelos que acompanham o futebol, como “vcs da imprensa”.
E o que me deixa mais preocupado, quando se fala nas Categorias de Base de um clube aqui no Brasil, é que o FILHO, o SOBRINHO, o NETO do Conselheiro têm que ter lugar no time. Some-se o FILHO do Amigo do Conselheiro, o FILHO do vizinho do Conselheiro, o FILHO do integrante da Torcida Organizada que dá apoio ao Conselheiro. No final das contas, 02 ou 03 garotos têm reais condições de jogar futebol, e o resto fica atrapalhando.
Acho difícil o futebol brasileiro mudar depois dessa grande lição que o Barcelona no ministrou, MAS O VERDÃO TEM CHANCE DE MUDAR AO MENOS UM POUQUÍNHO?
Boas férias, boas festas, feliz ano novo! E que as coisas melhorem na Estrutura Administrativa do Verdão em 2012.
MASSINI, o futebol brasileiro é o reflexo da Sociedade Brasileira, onde poucos mandam e tratam o time como seus quintais de casa, quando você falou em conselheiros arrogantes e incapazes, lembrei-me dos nossos políticos corruptos e sem comprometimento com o país e o povo. Ou você não se lembra que existe vários dirigente que ficam 3, 6 ou até 10 anos no poder de um grande clube e aumentam sua fortuna pessoal, exemplos não faltam.
Só mesmo um novo descobrimento do BRASIL, para que esse ciclo vicioso se acabe, IMPRENSA, TORCEDORES, PATROCINADORES, todos nós temos uma parcela de culpa nessa parafernália toda, 2014 está no horizonte e o que estamos fazendo para que seja uma excelente copa do mundo? Vamos apelar para o “jeitinho Brasileiro” e na hora tudo vai sair daquele jeito, no improviso e mal feito.
Sem falar nas negociatas dos empresários, nas vendas de jogadores ainda jovens para outros paises,sem o clube que formou o atleta tenha direito a maior parte da fatia do jogador.
O Coritiba começou com uma proposta diferente dos clubes atuais, parecia que ia dar certo mas, parou e voltou a jogar como um time comum. O futebol perdeu com isso e o pior esta sendo ver o Barça ensinar ao mundo como jogava o Brasil de Pelé !!!!!
Sena
Há muitos anos o Juventus venceu o Corinthians por 1 x 0, com apenas 10% de posse de bola. Ao ser entrevistado, o seu treinador, Candinho, respondeu que teve a humildade de reconhecer a qualidade do adversário e armar uma retranca para sair somente no contra-ataque. E venceu o jogo. É assim que se deve jogar hoje contra o Barcelona. Ou não?
TAVIRIO VILLAÇA – Campinas – SP
Há muitos anos o Juventus venceu o Corinthians por 1 x 0, com apenas 10% de posse de bola. Ao ser entrevistado, o seu treinador, Candinho, respondeu que teve a humildade de reconhecer a qualidade do adversário e armar uma retranca para sair somente no contra-ataque. E venceu o jogo. É assim que se deve jogar hoje contra o Barcelona. Ou não?